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Avon, mais uma marca que sofre retaliações em sua campanha!

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Avon, mais uma marca que sofre retalhações em sua campanha, mais uma marca que se sente pressionada ao expressar seu ponto de vista.

A pergunta é, até que ponto esta era da hiperconectividade em que estamos vivendo permitirá a liberdade de expressão?

Hoje em dia o famoso ditado “caiu na rede é peixe”, está valendo para as marcas que de alguma forma lançam suas campanhas com o intuito de atingir um público considerável com suas ideias.

O fato é que estas marcas muitas vezes não recebem o retorno desejado, pois nem sempre suas estratégias são bem aceitas pelo público, que é bem diversificado e está se tornando cada vez mais exigente.

Repúdio, ameaças de abandono da marca e críticas que muitas vezes chegam de forma agressiva, são os resultados obtidos por algumas marcas, por lançarem campanhas que por algum motivo não estão em conformidade com a opinião da humanidade( o que é imprevisível).

Vimos o caso de algumas marcas que lançaram campanhas e acabaram se tornando alvo de uma boa parte da população, como o Santander que acabou encerrando sua campanha, antes mesmo do previsto:

“Mostra “Queermuseu” foi fechada um mês antes do previsto depois de protestos de grupos religiosos e do MBL (Movimento Brasil Livre)”.

Avon, sofre retalhações em sua campanha!

Assim também ocorreu com a Avon que em Outubro de 2017, lançou uma campanha gerando polêmica nas redes sociais por pedir aos pais que não chamassem  suas filhas de “princesas”, alegando não ser este elogio apropriado para as mesmas.

O documentário “Repense o Elogio”, foi exibido durante o “Programa do Fantástico” enfatizando a “ideologia de gênero”, e logo após sua exibição, foi bombardeado por comentários.

O vídeo (que foi tirado do ar) da campanha lançada no Youtube pela Avon, um documentário de pouco mais de 2 minutos, com mulheres dizendo que se sentiam mal por serem chamadas de “princesas” na infância,uma vez que isso as  tornavam ainda mais frágeis, além de não serem brancas como todas as princesas dos “contos de fadas”.

Para a infelicidade da marca, o vídeo  teve um número bem baixo de curtidas (2 mil), em contrapartida, mais de 60 mil  rejeições, “não curti”.

Segundo a marca, seu objetivo maior era o de  conscientizar a sociedade a ficar atenta para detalhes quanto a cultura e aos costumes, evitando assim atrapalhar a verdadeira “igualdade de gênero”.

A forma como a sociedade elogia de forma diferente meninos e meninas era um dos detalhes.

Crianças também fizeram parte do documentário, as meninas inclusive disseram em depoimento  que era muito bom serem chamadas de princesas.

Para a marca, o fato de as meninas serem chamadas de princesas, tornavam-nas ainda mais fracas perante aos meninos que eram chamados de fortes, heróis e valentes.

Esse fato, aumentava ainda mais a diferença entre o gênero, além de reforçar a fragilidade feminina.

Interessante é que no vídeo ainda apareceu um menino vestido de princesa, o intuito era mostrar que ele poderia ser uma princesa também e não só um príncipe.

A marca que tem como lema principal, “orgulho de ser Avon” e como missão principal, “empoderar cada vez mais as mulheres”, assim como algumas outras marcas, também não foi bem sucedida em sua campanha:

“Repensar o Elogio e transformar o mundo em um lugar sem rótulos, com igualdade de oportunidades e possibilidades para todos e todas”.

Depois de tamanha repercussão negativa, e principalmente com as pressões sofridas por seus funcionários diretos e indiretos,  a Avon tirou o vídeo de circulação, e lançou outro vídeo.

A pergunta é, até que ponto as marcas podem se expressar livremente e publicamente sem que haja uma retalhação em seguida?

Deixe aqui seu comentário que será de grande valia, compartilhe ou dê sugestões para novos debates.

Leia também: Campanha Burger King pode evidenciar a marca Mc Donald’s?

Abraços,

Claudia Menezes.

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