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Franquia, bom para quem entra, melhor para quem cria!

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Franquia, bom para quem entra, melhor para quem cria! Esta foi a frase que coloquei recentemente em um post e que deu muitos comentários interessantes, de pessoas que imaginavam apenas as mil maravilhas o fato de ter uma franquia, mas na verdade, não é bem assim. É preciso ter olho clínico antes de fazer esta escolha.

Há algum tempo venho prestando consultoria para alguns franqueados de marcas diversificadas em Minas Gerais e em alguns estados do Brasil, e senti o quanto muitos desses franqueados se tornam e se sentem “reféns” de seus franqueadores, principalmente no quesito “publicidade e visibilidade da marca”, uma vez que estes se sentem engessados, sem direito a se expressarem quando e como bem entenderem (segundo seus depoimentos).

Darei um exemplo para ser mais específica: em uma data comemorativa, como o dia dos pais por exemplo, esta franqueada não podendo construir sua própria divulgação (posts, banners), precisa aguardar que a franquia os liberem, mas muitas vezes, estes chegam um tanto quanto em cima da hora, dificultando assim todo o trâmite para a divulgação do evento, comprometendo o fechamento da agenda; o que irá interferir nos resultados, óbvio.

Pior que isso é o caso das franquias que não liberam divulgações diferentes das que foram “pré-estabelecidas”, de acordo com a marca, não dão o menor suporte aos franqueados e ainda os ameaçam de punição, caso façam algo diferente do que foi estabelecido mediante aos “padrões” da franquia.

O que mais me deixa impressionada é que “algumas”  dessas franquias além de não serem precisas entregando em tempo hábil o que foi acordado mediante ao fechamento do “acordo”, ainda deixam suas franqueadas à deriva, sem um critério de padronização.

Quer ter uma ideia? Observe as redes sociais de no mínimo umas três franqueadas de uma determinada franquia, verá que cada uma tem uma foto de capa diferente, foto de perfil, padrões de postagens que deixam a desejar, linguagem, resoluções de imagens e etc.

Entendo como “padrão”, um modelo a ser seguido, com a mesma linguagem, cultura, valores, entre outros atributos que podem ser relacionados a uma marca, para que ela se torne bem sucedida.

Não que eu não recomende ter uma franquia, ou seja, ser um franqueado, afinal, tem “poucas franquias” por aí que ainda conseguem manter um “padrão de excelência”, mas é preciso estar muito atento ao que se vende e ao que realmente se entrega.

Para falar a verdade, instigo meus clientes que já possuem seu próprio negócio a buscarem um “padrão de excelência”, se tornarem modelo e abrirem a sua própria franquia, mas desde que tenham condições de cumprir o que foi prometido, também.

Aos que pretendem ter uma franquia, somente o fato de iniciar um negócio próprio já é um ponto positivo, principalmente se a pessoa tiver empreendedorismo na veia. Mas é preciso ter muito cuidado para não dar um “tiro no próprio pé”.

Franquia, bom para quem entra, melhor para quem cria!

Muito mais que desejar ter uma franquia, é preciso pesquisar, planejar, avaliar e só ai ver se realmente vale a pena; mesmo valendo a pena, não se deve pensar apenas no imediatismo, afinal, esse relacionamento deve ser duradouro e promissor.

Para a Associação Brasileira de Franchising (ABF), não basta desejar ter uma franquia, é importante analisar quesitos como perfil do franqueado (aquele que paga para adquirir a marca), do franqueador ( aquele que negocia a marca), além da capacidade de investimento e a atual realidade em que se encontra o seguimento escolhido.

É preciso entender ainda que a franquia é um investimento como outro qualquer, e antes de pegar essa “onda”, é importante seguir alguns passos:

Pontos importantes que devem ser seguidos, antes de abrir a tão sonhada franquia:

  1. Escolher uma franquia séria e comprometida- Se possível passar no mínimo seis meses estudando o modelo ideal de franquia. Analisar suas franqueadas, quanto a padrões, valores, publicações. Avaliar o perfil de seus gestores (hoje isso é muito mais fácil, com as redes sociais). Avaliar ainda os comentários que fazem nas redes sociais sobre estas mesmas franqueadas e  sua franquia.
  2. Ter afinidade com a área escolhida- Busque algo que realmente goste de fazer e não vá na onda de que é o que está “bombando” no momento. Se você trabalha com o que não gosta, a lua de fel virá antes mesmo do que se imagina.
  3. Ter  capital necessário para tocar o negócio- Existirão diversas taxas, além de royalties, equipamentos, entre outros. É importante se informar sobre a linha de crédito especial para franquias.
  4. Escolher o ponto apropriado- É preciso estudar o local apropriado (ponto), aluguel e seus devidos valores. Isso pode ser negociado com o franqueador no momento da análise do negócio.
  5. Ter ciência dos encargos fiscais e trabalhistas- Pensar no negócio a longo prazo e não no imediatismo.
  6. Ao adquiri-la preservar pela reputação da marca- Se preocupar com a marca é um fator primordial, como poderá cuidar de sua reputação e garantir sua longevidade.

Espero ter ajudado de alguma forma. Se você gostou desta matéria, compartilhe, comente ou dê sugestões para novos temas.

Leia também: Campanha Burger King pode evidenciar a marca Mc Donald’s?

 

 

 

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