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Abandone o pensamento binário nas relações, assuma a rédea!

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Café Com Ideias: Podemos entender como “binário”, aquilo que tem duas faces, ou dois modos de ser. Exemplo: Este ou esta, quer isso ou quer aquilo, deste ou daquele lado e assim por diante.

Para que possamos deixar de tomar o caminho do pensamento binário nos relacionamentos, é preciso antes de mais nada assumirmos o emprego da expressão “e”, abandonando obviamente o emprego da expressão “ou”. Ao invés de dizermos: com um ou com outro, diríamos então, com um e com outro.

É sabido que todos nós temos o interesse de conhecer bem as nossas próprias necessidades, diferenciando uma das outras, ou seja: “isso me faz bem” de “isso não é apropriado para mim”. Porém, no afã de agradarmos  ao outro, muitas vezes deixamos as nossas prioridades de lado, o que faz com que deixemos de lado também  a nossa própria identidade.

Enquanto não adotarmos o hábito de conhecer a nossa real necessidade e diferenciarmos o que é prioridade para nós, viveremos neste âmbito. Buscando agradar cada vez mais e mais ao outro, por nos sentirmos constrangidos para negociar.

Podemos denominar de submissão o fato de não demonstrarmos nossos sentimentos ou mesmo, nossos verdadeiros interesses em prol da imposição do outro.

Existem algumas características provenientes desta relação:

Sedução: buscar artifícios como a sedução para conquistar a aprovação do outro;

Argumentação: questionar sobre quem tem a razão, para que prevaleça com a última palavra;

Comparação: quem é o melhor ou quem é o pior. Quem se submeterá a forma de agir do outro e vice versa;

Matemáticaquem tem mais ou quem tem menos a oferecer.

Nos tornamos dependentes quando utilizamos todas as características acima. Agimos assim, muitas vezes por medo de não conseguirmos agradar ao outro. Este medo, nos paralisa a ponto de não conseguirmos verdadeiramente contribuir, amar, compartilhar, participar.

A busca incessante em dar prazer ao outro, por medo de reprovação ou mesmo por medo de ser abandonado(a), nos cega a ponto de não assumirmos uma postura de independência. 

Devemos assumir as rédeas da nossa vida, nos tornando responsáveis pelos nossos relacionamentos, a começar por nós mesmos, nossos desejos, nossa capacidade; só então, conseguiremos entender e atender as necessidades do outro.

Por que não dizer então? “Eu e você somos capazes de resolver esta situação” ao invés de “Ou eu ou você podemos resolver”. “Sinto que nós dois precisamos ter uma conversa” ao invés de “Se você puder me escutar, tenho algo a dizer”. Perceba a diferença: “Eu e você”, dando um grau de responsabilidade e maturidade para os dois, ao invés de ou eu ou você, ou seja, tanto faz!

Abraços,

Claudia Menezes.

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Um comentário

  1. Rose Rosa

    23/11/2015 at 16:09

    Maravilhoso artigo =)

    Resposta

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