Home Claudia Menezes Escreve Você sabia é possível controlar o lado inconsciente do cérebro, tornando-o mais assertivo?

Você sabia é possível controlar o lado inconsciente do cérebro, tornando-o mais assertivo?

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Café Com Ideias: Por que é tão difícil mudar um comportamento indesejado, uma vez que ele nos pertence? Por que muitas vezes temos a sensação de não conseguirmos  controlar a rédea dos nossos pensamentos?

Todas estas respostas estão no nosso cérebro. Ele possui um lado bem antiquado, que faz tudo repetidamente, e ou preguiçosamente, assim como tem outro lado mais jovem, disposto a encarar novos desafios e que atua de maneira bem automática se preciso for.

Grandes pesquisadores denominam o cérebro nas seguintes  formas, o lado automático e o lado analítico:

  • Automático ou involuntário- Encontra-se na parte mais volumosa do cérebro, mais precisamente no tronco encefálico. Ele é quem comanda o funcionamento inconsciente, sendo o responsável por 95% das nossas ações, sendo no entanto o grande influenciador de nossas ações.
  • Analítico ou voluntário- Encontra-se mais precisamente no córtex pré-frontal, sendo ele o responsável pelas decisões racionais que tomamos. Calcula-se que 5% das decisões lógicas e racionais são tomadas através dele.

Para melhor entendimento, vamos usar o modelo do psicólogo social Jonathan Heid, que criou uma metáfora explicando o funcionamento dos dois sistemas.  O automático e involuntário seria um grande e robusto elefante, que como já é conhecido, age por instinto e de maneira inconsciente, sempre.

Já o analítico, podemos dizer que é o homem, um condutor bem frágil mediante a estrutura do elefante. Este homem costuma agir  de maneira bem racional, consciente e vive freneticamente tentando dominar o robusto e desajuizado elefante.

Na prática, todas aquelas ações que tomamos de maneira impensada, incalculada, intuitiva, sem sequer fazer algum tipo de esforço e sem foco algum, podemos dizer que utilizamos o “elefante”.

Todas as vezes que agimos de maneira pensada, calculada, racional, dedutiva e centrada, utilizamos o “condutor”.

Quando uma pessoa toma a atitude de fazer exercício físico, se alimentar de maneira regular e abrir mão de alguns prazeres, como sair para beber com os amigos, por exemplo, está utilizando o condutor.

Ao se preparar para a montaria, o homem frágil  deverá exercer um controle muito grande e ter a consciência de que gastará também muita energia, mas o que o motiva é o resultado obtido. Agora, se este elefante não estiver nos melhores dias, certamente irá vencer o condutor, que esgotado, entregará os pontos. Aí que entra muitas vezes o baixo esforço que fazemos para conseguir superar qualquer desafio.

Podemos relacionar o condutor e o elefante em tudo que fazemos com ou sem foco na vida. O condutor pode sim ter vitórias temporárias ou permanentes, dependerá unicamente do esforço e do  êxito em sua montaria, precisará ainda  de muita perseverança.

O bom de conhecer os dois lados do cérebro e saber quem é que comanda, é que todas as vezes que precisarmos de alcançar algum desafio, saberemos a quantidade necessária de força que deveremos usar para domar o “elefante” e garantir um resultado satisfatório através do nosso homem frágil.

Abraços,

Claudia Menezes.

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